segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Frio extremo em março de 1822 em vales perto de Cuiabá


Vejam este trecho extraído de um documento, e observem que relatam que no fim de março de 1822, mais de vinte escravos morreram de frio em pleno verão, no Vale do Manso, ao leste de Cuiabá. Isso corrobora com os outros posts que publiquei aqui no blog, com o frio extremo no Brasil entre 1814 e 1822.


Maiores chuvas em 24 horas no Brasil entre 2000-2007

Vejam nessa pesquisa que fiz sobre as maiores chuvas em 24 horas registradas pelo INMET em cada ano entre 2000-2007 no País:

2000
322,6mm Passa Quatro/MG 03/01

2001
200,7mm Linhares/ES 20/11

2002
246,2mm Teófilo Otoni/MG 04/02

2003
190,5mm Ubatuba/SP 18/03

2004
295,8mm Paranaguá/PR 25/01

2005
276,0mm Ubatuba/SP 05/04

2006
221,2mm Alto da Boa Vista/RJ 18/04

2007
295,7mm Januária/MG 05/02

Começa a chover na zona noroeste de Ribeirão Preto


Aleluia!! Nesse exato momento às 15h25min começa a cair uns pingos bem grossos aqui na zona noroeste de Ribeirão Preto, e as nuvens estão bem escuras, vamos aguardar pra ver se ela vem mesmo com força!!. E agora às 15h32min houve registro de um raio. A verdade é que a chuva caiu por 10 min forte aqui no meu bairro na zona noroeste da cidade, mas infelizmente perguntei pra várias pessoas, e me disseram que na maioria dos bairros não choveu. Acabei me empolgando e achei que tinha chovido em mais lugares. Vamos aguardar nas próximas horas, sobretudo amanhã, que ela chegue mais generalizada. Mas de qualquer forma foi um presentão essa pancadona hoje. E na imagem do radar do Ipmet às 18hs, mostra que ainda chove isoladamente em alguns pontos da região.

Chuvas extremas no Rio de 1928 até a década de 50

Com dados de três estações do Rio, e estas são: Praia de Botafogo( 1928-1957), São Cristovão( 1928-1954) e Glória( 1928-1957), vejam as maiores chuvas em 24 horas registradas nesse período:


Praia de Botafogo

27/02/1928 121,0mm

12/01/1929 124,2mm

12/01/1934 135,3mm

07/02/1936 118,4mm

04/03/1936 114,3mm

25/01/1937 106,2mm

10/02/1938 102,4mm

24/02/1938 101,1mm

07/01/1942 189,0mm

18/01/1944 122,0mm

06/12/1950 190,0mm

Maior acumulado de chuva anual = 2.172mm em 1947
Menor acumulado de chuva anual = 1.054,6mm em 1954


São Cristovão

27/02/1928 145,5mm

31/01/1931 104,6mm

10/02/1938 161,0mm

30/01/1940 160,2mm

18/01/1944 174,0mm


Glória

26/12/1933 111,8mm

25/01/1937 105,4mm

12/08/1937 120,9mm

29/01/1938 104,0mm

09/02/1938 200,0mm

27/02/1938 138,0mm

30/01/1940 126,4mm

18/01/1944 178,6mm

domingo, 5 de setembro de 2010

Porque o INMET esconde para a imprensa o dado de agosto de 1950 no Mirante de Santana??


Primeiro vejam o trecho dessa reportagem no R7 :
"Desde 1961, além de 2010, só 1999 teve 11 dias em agosto com umidade menor do que os 30%. No entanto, neste ano foi observado um menor volume de chuvas, de 0,4 milímetros no período. Para estabelecer o um critério para o tempo seco, o Inmet fez o cruzamento entre os índices de umidade e chuva.

Se levarmos em conta apenas as precipitações, 2007 bate o último agosto, pois não houve nem um milímetro naquele mês em toda a capital. Entretanto, a umidade do ar ficou menor em 2010. A medição do volume de chuvas que atinge a cidade é feito pelo Inmet desde 1943.

Há alguns dados que realmente o INMET " tranca a sete chaves" . Um exemplo bem claro, é o que ocorre nos orgãos de imprensa, onde de certa forma por falta de informação, ou não sei qual motivo, não citam que o mês de agosto de 1950, foi extremamente seco, sem registro nenhum de precipitação no Mirante de Santana.

Até na estação do IAG foi muito seco, com apenas 1,7mm. Na imprensa em geral circula que o mês de agosto de 2007 foi o mais seco da história no Mirante de Santana , está correto, porém é preciso ressaltar que foi igualmente seco igual a agosto de 1950. Estou dizendo isso, pois falam tanto em eventos extremos atuais e esquecem de analisar o passado. E outra coisa pessoal dizer que nunca houve uma seca tão intensa como esta é pura falta de conhecimento. O fato é que está muito seco, realmente sim, é normal ficar tantos dias sem chuva nessa época, sim, pois a média varia muito de um ano para o outro, um ano pode chover bem nos meses de agosto, como em 1976 e 2009, e outros nada, como em 1950 e 2007, e volumes irrisórios como agosto de 1975 com 0,4mm. E no passado vários outros meses de agosto foram secos vejam nesse post http://meteorologiaeclima.blogspot.com/2010/09/meses-de-agosto-em-que-nao-choveu-em-sp.html . O que ocorreu é o seguinte, é que nesse mês de agosto de 2010 teve numa média alguns dias a mais de umidade inferior a média histórica e classificaram como o agosto mais seco desde 1961 na estação do Mirante, está correto, porém volto a perguntar porque o INMET não divulga para a imprensa que o mês de agosto de 1950 foi extremamente seco, e só divulgam dados a partir de 1961? Vejam a tabela com dados do Mirante de Santana de 1950 ao lado , e que além de agosto, o mês de maio teve apenas 4,3mm, e também ficou 5 meses sem chuva maior de 20mm em 24 horas, onde só foi chover de verdade em outubro.

E outra coisa em âmbito geral, a seca de 1924 e 1963 foi muito, mas muito pior do que essa que estamos vivendo, vejam em outros posts que já publiquei , onde em 1924 a capital paulista entrou em emergência, pois os rios secaram e não tinha nem como abastecer a população e nem produzir energia elétricas nas usinas, uma calamidade na época. E em 1963 a represa Billings, pasmem , quase secou por inteira, devido a estiagem sem fim naquele ano, e Brasília ficou 5 meses e 14 dias consecutivos sem chuva, somando 164 dias secos, com recordes de calor e umidade abaixo de 15% no interior do Brasil entre agosto e outubro daquele ano, onde só choveu de verdade em novembro, e dezembro ficou com veranicos e pouca chuva também.

Aí tem gente que não gosta de analisar dados do passado, e dizem que são ultrapassados e tal, e isso é uma ignorância terrível, pois só ver o presente em meteorologia é se enforcar com a corda no pescoço, pois as médias climatológicas são feitas num período de décadas, a maioria 30 anos, e daí como podem analisar que está normal ou anormal, sendo que nem sabem o comportamento do clima.

Quero ressaltar que há situações que evidenciam certas mudanças em relação ao passado, por exemplo a temperatura mínima absoluta anual nessa década foi a maior desde quando iniciou as medições no Mirante de Santana, portanto os invernos estão mais quentes sim, o que é anormal. E pra finalizar , me perguntaram porque está tendo tantas queimadas nesse ano, uma é porque a chuva começou a escassear antes do normal, ou seja, em fevereiro e março tiveram muitos veranicos e o solo ficou com grande déficit hídrico, e assim que começou a estação seca, onde chove quase nada, a terra já estava bem seca. Portanto foi anormal a chuva ter parado antes da hora, e não a estiagem que nessa época, infelizmente é normal, o que não quer dizer que é horrível e insalubre o tempo seco que estamos enfrentando.

E daí alguns agricultores gananciosos aproveitam da situação no centro oeste e norte do país para meterem fogos nas matas, pra aumentarem a fronteira agrícola, para criação de novas lavouras e pastagens, extirpando sem dó as matas e os animais que pagam o preço, e sinicamente dizem que são acidentais, onde numa pesquisa realizada no mês passado, mais de 85% das queimadas no Brasil são criminosas e propositais, ou seja já ocorreram secas piores que essa no passado, porém com uma diferença atualmente a maldade e a ganância é tanta que a natureza virou um grãozinho de areia na cabeça da maioria.

Umidade do ar nos meses de agosto de 2006 e 2010 no Mirante de Santana




Vejam nos gráficos, que embora esse nesse agosto de 2010 tenha ocorrido mais dias com umidade baixa, em agosto de 2006 também teve dias bem secos.


Brasília com umidade pior que de deserto nesse domingo

O aeroporto JK registra às 15hs desse domingo umidade de apenas 6%, nível altamente preocupante, e pior que dos desertos do Atacama e Saara, e o calor é muito intenso com 33 graus.

1924: São Paulo enfrentava racionamento e a pior seca da história


Vejam esse texto extraído de um documento da época, que mostra como a seca de 1924 foi grave na capital paulista, onde o abastecimento de água e energia entrou em colapso:


" Durante o primeiro quarto do século XX as explicações oficiais mais utilizadas para o fenômeno da escassez recorrente de águas na cidade foram o aumento da população em proporções vertiginosas e as sucessivas e prolongadas estiagens. De fato, São Paulo ultrapassou o Rio de Janeiro no censo industrial de 1920 e as estiagens eram recorrentes. No período de 1924-1925 a falta de chuvas foi muito severa, sendo que o índice pluviométrico atingiu apenas 900 m/m em 1924: “foi a seca mais forte ocorrida nestes últimos trinta e seis anos” (Revista Brasileira de Engenharia, 1926). “A estiagem de 1924 ligou-se a de 1925, produzindo esgotamento das represas da Light e da repartição de águas e ocasionando com isso os pavorosos dias que atravessamos no correr deste ano, que pusseram em sério risco a atividade pública, a atividade industrial, a vida da população, a higiene e a riqueza de São Paulo” (Prado, 1928). A estiagem de 1924-5 reduziu o volume de água distribuído a 90 milhões de litros por dia, ou seja 136 litros por habitante. A falta absoluta de água, quer para o consumo doméstico, quer para o consumo industrial teve como decorrência o “racionamento da provisão de água, a redução compulsória de fornecimento de energia, a diminuição da iluminação pública e particular, a quase paralisação da produção fabril, com a conseqüente restrição das horas de trabalho” (Santos, 1928a). Até o transporte público foi afetado pela redução do serviço de bondes.

Possivelmente este desequilíbrio das condições climáticas seria reflexo dos impactos da acelerada urbanização. A este respeito “O Jornal” do Rio de Janeiro, publicou matéria em 18/02/1925 sob o título: “A maior seca de São Paulo”, onde o naturalista Rodolpho von Ihering afirmou: “não se pode garantir que a devastação das florestas seja a causa principal, mas ninguém incide em erro se disser que ela é cúmplice no fenômeno” (apud Brito, 1926). O fato é que ocorriam aceleradas devastações de floresta na bacia do Tietê, praticadas “não somente para a cultura, como também para combustível” (Brito, 1926).

Com isto, a inquietação aumentava constantemente com o que parecia ser um “mal quase perene” na vida dos paulistanos: falta da água para alimentação e higiene. O Secretário da Agricultura, Gabriel Ribeiro dos Santos, receiava em 1924 que, “ao clamor que se levanta contra a escassez da água, venha juntar-se o terror por uma epidemia que não se possa atalhar de pronto pelas más condições higiênicas das habitações, resultantes da insuficiência, senão falta absoluta de água potável e ausência de canalizações sanitárias de esgotos” (1928b). Durante as estiagens a identidade dos paulistanos era uniformizada pelo signo da carência de água: bairros ricos, pobres, altos e baixos sofriam democraticamente o mesmo problema. A opinião pública não conseguia entender a ausência de respostas efetivas e de longo alcance por parte das instâncias de poder técnico e político para a solução de um problema tão antigo. O editorial do jornal Folha da Manhã, de 18 de agosto de 1925, é eloqüente na manifestação do descontentamento popular:

“São Paulo flagelada: após a crise de energia a falta de água”

“E o povo que se tranqüilize, pois o Governo... estuda...

Pairando como tenebrosa ameaça sobre os habitantes de São Paulo, vinha de há muito, desenhando-se a crise que hoje nos atormenta, causada pela falta de água. (...) Não entra, absolutamente, nas cogitações da engenharia oficial a previsão de tais fenômenos. Logo que eles se declaram, põe-se toda ciência em alvoroço, derrubam-se bibliotecas, edita-se para armar o efeito, uma erudição barata, a fim de procurar estabelecer a tranqüilidade no espírito público.

Em momentos, como o presente, em que medidas de urgência são de impor, declara-se que o governo tem intensificado de forma extraordinária os “estudos” sobre o abastecimento de água. Quer dizer, quando, ansioso, já sentindo os prejuízos da crise que o assoberba, o povo clama por providências, imediatas, responde-se que os poderes públicos... estão “estudando”.

Francamente, tal atitude importa em zombaria à população de São Paulo. Que estudos são esses e que obras, executadas ou em início, que não bastam para conjurar a gravidade de uma situação como a atual?

A falta de água é devida, pontifica o superintendente do serviço de abastecimento de São Paulo, ao extraordinário crescimento de São Paulo, à estiagem e ao calor.


O que imagina qualquer pessoa de mediano bom senso é que todos estes fatores deveriam estar nas previsões da engenharia oficial. Se ela agiu com desconhecimento destes fatores, agiu sem perícia, decretou sua própria falência. E de público vem confessar a improficuidade de sua sabedoria e de seus conhecimentos, apelando para a paciência do povo e exortando-o à parcimônia no consumo de água...

Parcimônia se pode admitir no gasto de energia, no consumo de luz. Como pretender parcimônia no uso da água, elemento essencial pelas suas múltiplas e indispensáveis utilizações, à conservação da saúde pública? (...)

O que urge e o povo exige e espera, são providências imediatas, que venham por cobro à anômala situação. Se não as pode tomar a diretoria da Repartição de Águas, com toda complicação de seu inútil e dispendiosíssimo aparelho burocrático, renda-se à evidência, confesse-se vencida, mas não venha engambelar o povo atribuindo a culpa ao crescimento da cidade, à estiagem e ao calor, de um mal cuja responsabilidade se deve unicamente à imprevidên-
cia dos poderes públicos. (...) Prepare-se o povo para com paciência, ser parcimonioso no consumo de água "
.

Nuvens crescendo no Paraguaí vão trazer chuva para o estado de SP na terça feira


Nas próximas 48 horas, essas instabilidades que estão no Paraguai vão avançar para o estado de SP, e o contraste entre o ar polar que está no Sul e o ar quente e seco do centro do país, vai causar a formação de nuvens de chuva sobre o estado de SP, não será uma chuva que acabara com a estiagem, pois o volume será baixo e irregular, mas de qualquer forma teremos um pequeno alívio momentâneo .

Acumulados mensais e dias de chuva no Rio de Janeiro 1890-1920


Quadro climatológico Rio de Janeiro 1882-1920


Brasília com 101 dias sem chuva e em estado de emergência nessa tarde

Hoje Brasília completa 101 dias consecutivos sem registro de chuva. E diante de tanto tempo com ambiente seco, a umidade do ar vem atingindo níveis críticos. Nesse domingo, por volta das 12hs a Ura estava em apenas 9%, valor considerado como estado de emergência. E o pior é que nos próximos 15 dias a chance de chover no Distrito Federal é praticamente nula, e ao que tudo indica a chance de chover que alguns modelos indicavam no final do mês, é descartada nas rodadas atuais, ou seja ainda a chuva vai demorar bastante.

Observações meteorológicas 1922 São Paulo




Temperaturas extremas registradas no Brasil até 1944 e outros dados nesse período







Agosto de 1885: Nevou até no litoral do RS


Vejam o registro de nevascas mais intensas no RS naquela época, citando que em agosto de 1885 nevou até no litoral sul gaúcho.

20 de junho de 1942: Temperaturas muitos baixas no Centro sul do país


1968: 70 dias geou em Campos do Jordão


sábado, 4 de setembro de 2010

Outubro de 1901: Atraso nas chuvas no estado de SP com muito granizo depois em várias cidades


Tempestades no interior de SP em dezembro de 1901


Climatológico novembro 1898 capital paulista com violento temporal em São Roque no dia 12


Ar polar já atua com força em partes do Sul e em MS

Com a entrada da massa polar, e a mudança de direção dos ventos, que passaram a soprar do sentido sul, trouxeram já um resfriamento bem grande nessa tarde para vários pontos do centro oeste do Sul, e oeste da região Centro Oeste nessa tarde.
Às 15 horas, o aeroportos do sul registravam apenas:


10ºC Chapecó
12ºC Uruguaiana
13ºC Foz do Iguaçu
17ºC Porto Alegre

E no MS os aeroportos registram:

18ºC Ponta Porã
23ºC Corumbá
25ºC Campo Grande

Até em Cuiabá, o ar frio já está atuando freiando uma elevação maior da temperatura, registrando 29 graus nesse horário.

E a baixa umidade prossegue com vários locais do Centro Oeste e Sudeste registrando valores abaixo de 20%, e nos aeroportos de Congonhas e Campo de Marte às 15hs temos apenas 15% de umidade, Brasília 12%, e no Tancredo Neves em BH, registra 14%.

Resumo climatológico setembro 2007 região Sudeste( com pouca chuva)







Julho de 2000: Temperaturas abaixo de 3 graus em Florianópolis várias vezes


Respondendo a pergunta de um usuário sobre as temperaturas mínimas em julho de 2000 em Florianópolis, realmente por pouco no mês a capital catarinense não bateu recorde de frio na estação do INMET. Foram vários dias com frio muito intenso, e vejam as mínimas absolutas nos dias de julho de 2000 na estação do INMET:


Dias 14 e 20
Mín 1,4ºC


Dia 17
Mín 1,6ºC


Porém vejam no quadro ao lado, que a temperatura mínima no dia 17 de julho de 2000 foi de apenas 1,0 grau no aeroporto Hercílio Luz, provavelmente uma das menores já registradas no local. Lembrando que o recorde na estação do INMET é de 1,3 graus em 10 de julho de 1918, e esse mesmo valor também em 26 de agosto de 1984.

Ano 2002: Estações do Rio registram valores acima dos 40 graus


Observando os dados do INMET no ano de 2002, na capital carioca em quase todas as estações registraram máximas absolutas no ano superior aos 40 graus. E estes valores foram:

41,2°C Santa Cruz 21/10
41,1°C Bangu 20/03
40,4°C Ecologia Agrícola 21/10
40,4°C Realengo 01/12
39,4°C Jacarepaguá 01/12

E adivinhem onde foi registrado o maior valor entre as estações, acertou, rs, isso mesmo na " calorenta" Praça Mauá com 42,0 graus no dia 01 de dezembro.

Fotos: Dust Devil em Araçatuba e também em Marília, interior de SP











Vejam as fotos desses fenômenos os " just devil" conhecidos como diabos de poeira, redemoinho de areia ou pés-de-vento que ocorreram no mês de agosto em Araçatuba e Marília. As imagens ao mesmo tempo que são impressionantes, são assustadoras pois vejam que a fumaça com o fogo invadiu a estrada em Araçatuba, causando um alto risco de acidente. A primeira foto é na cidade de Marília, e as demais em Araçatuba.

Seca em 2006 foi severa em Ribeirão Preto










Vejam estes dados do Ciiagro em Ribeirão Preto no ano de 2006, e agora em 2010, e reparem que no ano de 2006 a seca começou em abril com acumulado de apenas 14,6mm, e em setembro choveu, porém o acumulado ainda foi baixo diante da seca, pois em 6 dias o acumulado foi de apenas 44,2mm, e só foi chover de verdade em outubro quando foram registrados nos meses seguintes valores acima dos 200mm.



sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Resumo climatológico Juiz de Fora 1892-1906


Observações meteorológicas capitais 1951


Mapa das estações Convencionais do INMET em 1909( quando iniciou-se) e agora em 2010




Blog muito legal

Gostaria que os amigos visitassem o blog da meteorologista Fabiana Weykamp, http://blogs.estadao.com.br/decifrando-o-tempo/ , onde contém excelente conteúdo sobre o tempo, além da simpatia e carisma que a Fabiana sempre dispõe a todos.

Pedido

Queria pedir a algum usuário ou amigo, que tenha os dados de 1953 do Mirante de Santana, pois na série histórica que eu possuo faltam os dados apenas nesse ano. Agradeço desde já quem puder ajudar.

Recorde de maior seca em Brasília foi em 1963: com 164 dias seguidos sem chuva

Vejam essa reportagem no site http://www.destakjornal.com.br/readContent.aspx?id=50,71921 , que a maior seca da história de Brasília de acordo com o INMET foi em 1963:

"A pior estiagem da história da capital federal ocorreu em 1963, quando Brasília passou 164 dias consecutivos sem chuvas. De acordo com meteorologistas do Inmet, a seca deste ano pode até mesmo ser considerada dentro dos padrões climáticos da região. Só está mais severa, dizem, devido ao curto período de chuvas que antecedeu a seca e pelo aumento das queimadas. "Todos os anos acontece o mesmo ciclo climático da seca, uma intensa massa de ar quente estaciona sobre o centro do Brasil inibindo a formação de chuvas. Esse foi um ano com um período chuvoso, entre maio e junho, menor. Com isso, a estiagem se prolonga e a matéria orgânica sobre o solo fica mais suscetível as queimadas, deixando a qualidade do ar e a umidade piores", detalha a meteorologista Morgana Almeida, do Inmet ".

Seca tão severa que moradores fazem até procissão pra chover no interior de SP


Meses de agosto em que não choveu em SP desde 1888

Com base em dados da estação meteorológica da Luz, a mais antiga em atividade até hoje, os meses de agosto desde 1888, que não registraram nenhuma chuva, ou seja 0mm, foram nos anos de:

1894
1910
1944
1950
1961
1967
1988
1994

Vejam que no total foram 8 meses de agosto desde 1888 que não registraram precipitação nessa região da capital paulista.

Recordes de frio em 2010 não vão acontecer mais..


As menores temperaturas, ou seja, as mínimas absolutas já aconteceram nos meses atrás, e praticamente é quase impossível termos a entrada de uma massa de ar polar que cause um frio intenso a ponto de superar as mínimas registradas. Nas capitais as mínimas absolutas desse ano são:

2010

Mínimas absolutas Capitais


2,4ºC Porto Alegre ( 15 de julho)
3,9ºC Curitiba ( 07 de junho)
5,1ºC Florianópolis ( 15 de julho)
5,9ºC Campo Grande (14 de julho)
8,5ºC São Paulo (16 de agosto)
8,5ºC Belo Horizonte (18 de agosto )
9,2ºC Cuiabá (13 de maio)
9,2ºC Rio de Janeiro( 19 de agosto)
9,4ºC Brasília ( 15 de junho)
9,9ºC Rio Branco ( 19 de julho)
10,5ºC Rio de Janeiro ( 15 de junho)
11,5ºC Goiânia ( 22 de junho)
13,1ºC Porto Velho ( 18 de julho)
13,1ºC Vitória - Estação automática ( 21 de agosto)
16,8ºC Palmas ( 08 de julho)
18,4ºC João Pessoa ( 15 de junho)
18,6ºC Teresina ( 29 de março)
18,8ºC Salvador ( 04 de julho)
19,0ºC Maceió ( 04 de junho)
19,2ºC Recife ( 21 de maio)
20,4ºC Belém ( 20 de março)
20,4ºC Aracaju ( 15 de junho)
20,6ºC Manaus ( 19 de julho)
20,9ºC Boa Vista ( 05 de março)
21,1ºC Natal ( 19 de julho)
21,8ºC Fortaleza ( dias 26 de junho e 21 de julho)
22,0ºC Macapá ( 12 de junho)

Ao lado, vejam as menores temperaturas em 2009 nas capitais.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Onda de calor de 1917 no RS







Vejam estas duas tabelas citando as máximas absolutas em janeiro de 1917 de 42,0 graus em Uruguaiana no dia 20, e 40,5 graus em Santana do Livramento no dia 18.

Temperaturas máximas absolutas RS 1961-1990

Bagé 39.5°C-15/11/85
Bom Jesus 34.0°C-16/11/85
Caxias do Sul 37.5°C-16/11/85
Encruz. do Sul 42.2°C-03/01/63
Iraí 38.3°C-16/11/85
Passo Fundo 38.3°C-16/11/85
Porto Alegre 39.8°C-15/11/85
Santa Maria 40.2°C-15/11/85
Sta. Vit. Palmar 41.0°C-15/11/85
São L Gonzaga 39.2°C-24/01/71

Vejam que vários recordes nesse período 1961-1990 ocorreram no tórrido novembro de 1985, onde foi batido recordes absolutos de calor no centro sul do Brasil, e no post http://meteorologiaeclima.blogspot.com/2010/08/recordes-de-calor-em-novembro-de-1985.html , há dados dessa super onda de calor. E outras no post http://meteorologiaeclima.blogspot.com/2010/07/ondas-de-calor-no-rio-grande-do-sul.html .

Acumulados anuais de chuva capital paulista entre 1888-1940


Dados climatológicos Resende/RJ 1931-1960


quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Boa notícia: Chuvas voltaram no interior do Brasil na última semana do mês?











Segundo a rodada do modelo Global Acoplado do Cptec para os próximos 30 dias, as chuvas voltam na última semana de setembro ao interior do Brasil, é evidente que essa previsão pode se alterar, pois é de médio prazo , porém é uma luz no fim do túnel para nós que não aguentamos mais esse longo período de estiagem. Vejam os meteogramas das cidades de Brasília, Belo Horizonte e Ribeirão Preto.

Ano 1949: Dois recordes de temperatura no Mirante de Santana


Vejam esta tabela de dados do Mirante de Santana em 1949, e observem que de março a dezembro, todas mínimas absolutas foram de apenas um dígito, e duas foram recordes absolutos até hoje, a primeira em fevereiro com 11,1 graus no dia 10, e a segunda de 7,1 graus no dia 02 de novembro, ou seja essas mínimas foram as menores já registradas em um mês de fevereiro e novembro na estação. E em dezembro, por três décimos não foi recorde, pois foi registrada temperatura de 9,7 graus no dia 04, e a menor já registrada foi em 14 de dezembro de 1951 com 9,4 graus.


Temperatura de -6,0 graus negativos em Curitiba em 23 de julho de 1923




Consegui descobrir a segunda menor temperatura mínima registrada pelo INMET em Curitiba, foi em 23 de julho de 1923, com -6,0 graus negativos, ficando atrás pela medição desse instituto apenas dos -6,3 graus negativos em 15 de junho de 1920, porém como já mostrei em outros posts no século retrasado já foram registradas temperaturas de -8,9 e -8,2 graus negativos no observatório de Curitiba na época.

Como estava o tempo no dia de hoje há exatos 100 anos atrás?




Veja esse boletim do dia 02 de setembro de 1910, com observações do dia 01, mostrando como estava o tempo e a temperatura naquele dia no país. Reparem que praticamente não fazia frio de verdade em praticamente nenhum local nesse dia.

Maiores chuvas em 24 horas nas capitais entre 1961-1990

1961-1990

Manaus 180,0mm 08/04/1967
Rio Branco 129,6mm 24/12/1971
Porto Velho 148,1mm 05/01/1990
Belém 136,9mm 23/03/1985
Macapá 175,0mm 04/05/1974
São Luís 210,0mm 08/02/1980
Teresina 167,1mm 19/01/1979
Fortaleza 211,4mm 13/02/1978
Recife 335,8mm 14/08/1990
Maceió 407,6mm 26/04/1979
Aracaju 376,5mm 24/07/1964
Salvador 367,2mm 27/04/1971
Belo Horizonte 184,2mm 14/02/1978
Vitória 196,9mm 24/06/1969
Rio de Janeiro 157,9mm 08/12/1981
São Paulo 151,8mm 21/12/1988
Curitiba 122,4mm 25/06/1973
Florianópolis 241,9mm 22/07/1973
Porto Alegre 138,8mm 15/06/1982
Campo Grande 147,0mm 30/05/1988
Cuiabá 124,1mm 27/01/1974
Brasília 132,8mm 15/11/1963
Goiânia 134,0mm 22/12/1972

Sobre as chuvas extremas no Rio em 1966, 1971 e 1988 nos posts:

http://meteorologiaeclima.blogspot.com/2010/08/noticia-de-14-de-janeiro-de-1966-chuvas.html

http://meteorologiaeclima.blogspot.com/2010/07/grandes-chuvas-de-2627-de-fevereiro-de.html

http://meteorologiaeclima.blogspot.com/2010/08/noticia-de-21-de-fevereiro-de-1988.html

Maiores chuvas em 24 horas nas capitais entre 1931-1960

Maiores chuvas em 24 horas período 1931-1960

Manaus 149,2mm 09/02/1952
Belém 125,6mm 20/05/1935
São Luís 251,1mm 25/04/1933
Teresina 178,9mm 27/03/1950
Fortaleza 225,8mm 06/05/1949
Natal 244,0mm 05/06/1950
João Pessoa 185,3mm 13/06/1940
Recife 228,3mm 11/06/1933
Maceió 316,3mm 19/05/1949
Aracaju 186,5mm 28/11/1953
Salvador 156,1mm 03/05/1935
Belo Horizonte 161,5mm 21/02/1947
Vitória 147,7mm 05/03/1940
Rio de Janeiro 171,6mm 17/01/1944
São Paulo 127,4mm 12/01/1949
Curitiba 124,5mm 12/12/1954
Florianópolis 207,9mm 23/04/1936
Porto Alegre 141,2mm 04/04/1956
Cuiabá 144,7mm 01/01/1951
Campo Grande 122,0mm 13/10/1959
Goiânia 153,8mm 03/04/1945